Maternidade sem Culpa e Autonomia Feminina
Saúde mental materna como questão social e política.
Maternidade romantizada e culpa estrutural
A maternidade foi historicamente construída como um ideal romântico, onde a mulher deveria ser capaz de dar conta de tudo: cuidar, trabalhar, educar, sorrir e ainda sentir gratidão. Esse modelo cria uma armadilha emocional: a culpa permanente.
O programa evidencia que essa culpa não nasce da mulher, mas de uma estrutura social que impõe expectativas impossíveis e silencia o sofrimento materno.
“Ninguém deveria adoecer por amar.”
Sobrecarga materna como crise de saúde pública
Mais de 90% das mães brasileiras relatam esgotamento mental. Ansiedade, insônia, tristeza profunda e dores físicas se tornam parte da rotina.
A maternidade ainda é tratada como responsabilidade individual da mulher, isentando Estado, comunidade e parceiros.
Desigualdade social, raça e maternidade periférica
Mulheres pobres, negras e periféricas enfrentam uma camada extra de violência: racismo, falta de rede de apoio e precariedade dos serviços públicos.
Quando não há políticas públicas, a culpa ocupa o lugar dos direitos.
Violência obstétrica e invisibilização do luto
Procedimentos sem consentimento, humilhações e negação do luto perinatal seguem sendo naturalizados.
Reconhecer essas violências é o primeiro passo para romper com elas.
Autocuidado não é luxo, é direito
Autocuidado não é consumo: é tempo, apoio e possibilidade de existir além da função materna.
Ele só é possível quando há corresponsabilidade.
Autonomia feminina na maternidade
A autonomia começa no direito de escolher ser ou não mãe e continua na possibilidade de não se reduzir a esse papel.
Retirar a maternidade do campo da culpa é colocá-la no campo dos direitos.
“Autonomia feminina é poder decidir, ser cuidada e não adoecer por tentar dar conta de tudo.”
Da culpa à ação coletiva
Romper o isolamento, criar redes e transformar sofrimento individual em pauta pública.
A maternidade deixa de ser problema privado e passa a ser responsabilidade coletiva.
Quem é Rafaela Paula Marciano
Rafaela Paula Marciano é psicóloga, pesquisadora e articuladora de debates sobre maternidade, saúde mental e políticas públicas para mulheres. Sua atuação está voltada à compreensão da maternidade como experiência atravessada por fatores sociais, econômicos e culturais, rompendo com a ideia de que o sofrimento materno é individual ou natural.
Nos estudos e na prática profissional, Rafaela investiga temas como culpa materna, sobrecarga emocional, luto perinatal, violência obstétrica e desigualdades de raça e classe que impactam diretamente a experiência de ser mãe no Brasil.
Ao participar do programa Autonomia Feminina, Rafaela contribui para ampliar a discussão sobre maternidade enquanto questão de saúde pública, defendendo a necessidade de redes de apoio, políticas sociais efetivas e reconhecimento do cuidado como responsabilidade coletiva.
Fortaleça Vozes que Pensam o Cuidado
O programa Autonomia Feminina existe para democratizar o conhecimento e construir caminhos de autonomia, saúde emocional e justiça social para mulheres.
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