Saúde Mental das Mulheres 60+: Envelhecer é Resistir
Com Rosely Vieira Cecílio, psicogerontóloga, discutimos envelhecimento, saúde mental, etarismo e os caminhos possíveis para autonomia e autocuidado na maturidade.
O Brasil está envelhecendo e a maioria da população idosa é composta por mulheres. Envelhecer, para elas, é um ato de resistência e sabedoria. Neste episódio do programa Autonomia Feminina, discutimos os impactos psicológicos do envelhecimento, o etarismo, as políticas públicas e os caminhos possíveis para uma velhice ativa e digna.
Quem é Rosely Vieira Cecílio
Rosely é psicóloga e psicogerontóloga. Ingressou na psicologia aos 40 anos, após definir com clareza seu propósito: cuidar de pessoas através da escuta especializada. Sua trajetória passa pela psicologia hospitalar e pelo estudo do envelhecimento ativo, especialmente a partir de suas próprias vivências com a menopausa e o amadurecimento.
Sua atuação é voltada para mulheres acima dos 50 e 60 anos, auxiliando no processo de reconstrução de identidade, autonomia e sentido de vida.
Envelhecimento, Etarismo e Economia Prateada
O aumento da expectativa de vida transformou a pirâmide populacional brasileira. As mulheres vivem mais, mas também enfrentam preconceitos. O etarismo se manifesta em frases como “nem parece que tem essa idade” ou quando profissionais tentam limitar suas escolhas com base apenas na idade.
Ao mesmo tempo, surge a chamada economia prateada: novos mercados, práticas esportivas, condomínios e estilos de vida voltados à população idosa ativa.
Subjetividade e Redescoberta
Muitas mulheres foram educadas para a submissão e para o cuidado do outro. Na maturidade, precisam se redescobrir: podem ser solteiras, divorciadas, viúvas, trabalhadoras, desejantes. Esse processo, muitas vezes, exige acompanhamento psicológico.
“Ela pôde ser outra mulher além de viúva. Realizou o sonho de conhecer o mar aos 65 anos. Isso é se redescobrir.”
Depressão Tardia e Atendimento Psicológico
A depressão pode surgir ou se intensificar na velhice. Por isso, é fundamental uma avaliação cuidadosa da história de vida da mulher. O tratamento pode envolver psicoterapia e, em alguns casos, medicação psiquiátrica.
Existem caminhos gratuitos: UBS, CAPS e clínicas-escola das universidades oferecem atendimento psicológico. O cuidado em saúde mental é um direito.
Mensagem Final
“Não existe receita mágica. O cuidado com a saúde mental exige conhecimento, acompanhamento e respeito aos processos.”
Envelhecer não é desaparecer. É florescer de outra forma. A autonomia feminina também passa pelo direito de existir plenamente em todas as idades.
🎧 Ouça os Episódios Completos
Episódio 35: Saúde Mental das Mulheres 60+ – Parte 1 Episódio 36: Saúde Mental das Mulheres 60+ – Parte 2Fortaleça Vozes que Transformam Conhecimento em Autonomia
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