Força Feminina, Artesã do Circo Social
Quando a arte encontra o cuidado, o circo deixa de ser espetáculo e se torna território de transformação, escuta e construção coletiva.
Série: Autonomia Feminina
20 de abril de 2026
Arte como transformação de vida
O programa ACCA Autonomia Feminina reafirma seu compromisso com a escuta e a valorização das trajetórias de mulheres que transformam seus territórios. Neste episódio, a história de Seluta Rodrigues revela como a arte pode ser um ponto de virada — não apenas para quem participa, mas para quem constrói o processo.
Educadora, artista e referência no circo social, Seluta carrega mais de três décadas de atuação com crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade. Sua trajetória nasce da própria transformação pessoal, atravessada pela arte e pelo trabalho coletivo.
“A arte me ensinou a falar, a existir e a ocupar meu espaço.”
Circo social: muito além do espetáculo
O circo social surge como uma ruptura com a tradição circense restrita a famílias. A partir dos anos 80, passa a ser uma ferramenta aberta à comunidade, transformando-se em linguagem pedagógica e instrumento de inclusão.
Na Escola de Circo Larreto, esse conceito ganha corpo. Crianças aprendem acrobacias, malabares e teatro, mas, sobretudo, desenvolvem autonomia, autoestima e senso de coletividade. O processo importa mais do que o resultado.
Ali, cada apresentação carrega histórias de superação, construção e pertencimento.
Desafios e resistência cotidiana
Manter um projeto como o Larreto exige resistência constante. A instabilidade financeira, a dependência de editais e a insegurança do espaço físico são desafios permanentes.
Ainda assim, o projeto se sustenta através da coletividade, do trabalho de arte-educadores e da articulação com redes de apoio. Mais do que uma escola, o circo se torna um território seguro.
Um espaço onde crianças e jovens podem existir, criar e sonhar.
Mulheres, cuidado e comunidade
A atuação de Seluta evidencia um dado central: o trabalho social está profundamente conectado às mulheres. São elas que sustentam as famílias, que participam das reuniões e que constroem redes de cuidado.
O fortalecimento dessas mulheres é parte essencial do processo. O circo não atua apenas com crianças, mas com suas famílias, criando vínculos e estratégias de acolhimento.
Essa dimensão amplia o impacto da arte, transformando-a em prática comunitária.
“O que seria da sociedade se não fossem as mulheres sustentando tudo isso?”
Pedagogia da escuta e construção coletiva
Inspirado em princípios da educação popular, o trabalho do circo social parte da escuta. Não há fórmula pronta. Cada ação nasce da realidade da comunidade.
Respeitar o tempo, compreender o território e construir junto são fundamentos essenciais. A arte se torna, assim, uma ferramenta de mediação entre experiência, conhecimento e transformação.
É no processo que se constrói a aprendizagem — e é nele que se revela o verdadeiro impacto.
Autonomia feminina como prática
Dentro do circo, a presença feminina cresce e se fortalece. Mulheres ocupam espaços de liderança, criação e formação, construindo novas formas de fazer e organizar.
A trajetória de Seluta se entrelaça com outras histórias, como a de sua filha, que segue o caminho da arte e da pesquisa, reafirmando o legado coletivo.
A autonomia não é individual — ela é construída em rede.
🎧 Episódios do Programa
Episódio 57 — Força Feminina, Artesã do Circo Social Episódio 58 — Circo Social, comunidade e transformaçãoTransforme cultura em ação
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